pano, palavra, tom

Me achei, sem querer, com um novo projeto pra 2009.
Fora dos planos, já que nem percebi a necessidade dele.
Só vi agora, depois do plano já em ação.
A roupa que eu vesti com tanta luta,
depois de tanto relutar,
eu acho – e não sei – que tenho que tirar de novo.
Ganhei uma peça nova pro meu guarda-roupa,
palavras novas no vocabulário e um tom de voz que não é meu.
O pano, que é de ferro, protege o que de mais frágil existe aqui.
Ninguém entra, muitos saem.
A roupa deixa tudo num vazio abafado horrível.
As palavras machucam, mas não quem as ouve.
O tom de voz estranha, mas poucos percebem.
Recuperando, aos poucos, o que a roupa afastou.

A cabeça, bom… A cabeça eu não sei por onde anda…

 

wwwflickrcomphotosmarianazanetti

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