A vida engolida

Adoro rotina, não se engane. Adoro planejar o dia seguinte, listar na agenda as obrigações e ir marcando ok ao longo do dia. Não é a coisa mais trágica da vida se por acaso algo fugir da rota, se não conseguir realizar todas as tarefas pensadas. Acontece! Mas ter um roteiro minimamente definido me dá segurança e me ajuda a me organizar nessa loucura que é vida de jornalista – ou praticamente qualquer outra vida, imagino.

Aí vem segunda, terça, quarta, cada dia tem uma cara porque cada dia tem uma lista de obrigações. Dá 18h, pega o carro, atravessa a cidade e não acabou a obrigação. O mundo inventa uma série de outros afazeres nas poucas horas que sobram pra gente aproveitar a vida.

A rotina engole a vida e a gente nem vê. Adoro rotina, mas rotina, como é de praxe, cansa também. De repente a gente não faz mais nada a não ser o que é obrigação.

E é minha obrigação escrever, todos os dias, sobre os mais variados assuntos, textos longos ou de 140 caracteres: escrevo. Essa é a melhor parte da minha profissão. Mas aí vem a rotina, o registro profissional engole a pessoa física e voltar a escrever sem pretensão parece dieta. Toda semana estou prometendo uma volta.

Preciso destravar esses dedos!

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